Publicamos o comentário abaixo como parte da série elaborada por nossa equipe a partir de visitas de fiscalização realizadas em vários pontos das obras do BRT em Campinas, identificando problemas graves, que vão desde rachaduras na pavimentação, ausência de acessibilidade para cadeirantes, devastação ambiental, problemas de impermeabilização do solo, entre outros.

Por Deise Nascimento

No entorno do BRT há remanescentes de matas, áreas verdes de praças, propriedades públicas e privadas, que abrigam fauna terrestre de pequeno porte, aves, répteis, anfíbios e insetos. Entendemos que, para a manutenção do equilíbrio ambiental e sustentabilidade, a existência de passagens para animais terrestres é fundamental. Políticas públicas de proteção animal deveriam compor a estratégia do projeto do BRT, pois uma extensa área da cidade será impactada e consequentemente a vida animal que  tem como habitat a região.

É importante que o poder público projete políticas públicas que promovam o bem estar animal, sua segurança e manutenção da biodiversidade contida em territórios urbanos. Esta medida se faz importante para a qualidade de vida humana também, pois, devido à redução de predadores naturais, pragas urbanas como infestação de escorpiões, ratos, baratas, moscas e mosquitos se proliferam livremente, sem controle ambiental natural.

Entendemos que a presença de passagens de pequenos animais gera inclusive a redução de uso de substâncias químicas e tóxicas no controle de pragas urbanas, resultando em qualidade de vida para os habitantes da cidade.

Foto: Equipe Mariana Conti