Mariana Conti pede abertura de CPI do Transporte para investigar indícios de corrupção no transporte municipal

Pedido mira possíveis negociações paralelas, interferência de agentes do governo Dário, atuação da EMDEC e fatos ligados à licitação do transporte coletivo A vereadora Mariana Conti (PSOL) iniciou a coleta de assinaturas para protocolar pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Campinas para apurar possíveis irregularidades na licitação […]

11 jun 2026, 09:51 Tempo de leitura: 2 minutos, 46 segundos
Mariana Conti pede abertura de CPI do Transporte para investigar indícios de corrupção no transporte municipal

Pedido mira possíveis negociações paralelas, interferência de agentes do governo Dário, atuação da EMDEC e fatos ligados à licitação do transporte coletivo

A vereadora Mariana Conti (PSOL) iniciou a coleta de assinaturas para protocolar pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Campinas para apurar possíveis irregularidades na licitação do transporte coletivo, nas tratativas sobre prorrogação dos contratos atuais e na atuação de agentes públicos, empresas vencedoras e intermediários privados.

A proposta de CPI surge após a divulgação de uma sequência de fatos graves envolvendo a nova concessão do transporte público de Campinas. Entre eles, estão vídeos e reportagens que apontam conversas entre representantes de empresa vencedora da licitação e intermediários sobre a tramitação de projeto na Câmara, a redução do prazo de prorrogação dos contratos, a homologação do certame e a atuação de integrantes do governo municipal.

O pedido também considera a exoneração sumária de um diretor da EMDEC após a divulgação de imagens que o mostrariam nas dependências de uma empresa vencedora da licitação, além da operação realizada pelo Ministério Público, por meio do GAECO, e pela Polícia Civil envolvendo o vereador Vini Oliveira, assessores e empresários do setor de transporte.

Para Mariana Conti, também autora do pedido de Comissão Processante contra o vereador Vini Oliveira (Cidadania), aponta a necessidade de apurar o envolvimento de agentes políticos no andamento do processo licitatório e que os fatos já conhecidos exigem uma investigação independente da Câmara Municipal.

“Campinas não pode aceitar que a política de transporte público seja decidida em salas fechadas, em conversas paralelas e sob suspeita de interferência empresarial. Estamos falando de um serviço essencial, financiado com dinheiro público, que afeta a vida de centenas de milhares de pessoas todos os dias. A cidade tem o direito de saber quem negociou, com quem negociou, a mando de quem e em benefício de quais interesses”, afirma a vereadora.

A CPI proposta terá como objeto a apuração de possíveis irregularidades, interferências indevidas, conflitos de interesse, favorecimentos empresariais, omissões administrativas e violações aos princípios da moralidade, impessoalidade, publicidade, isonomia e transparência na Concorrência Pública nº 15/2025, que trata da concessão do transporte coletivo de Campinas.

O requerimento também busca investigar a relação entre a licitação, a prorrogação dos contratos vigentes, a atuação da Secretaria Municipal de Transportes, da EMDEC e da Comissão Especial de Contratação, além de eventuais conexões com a operação policial envolvendo parlamentar da Câmara.

Para ser instaurada, a CPI precisa reunir 11 assinaturas de parlamentares. “Quem defende transparência precisa assinar. O pedido é contra a máfia do transporte, é a favor de Campinas, das pessoas que dependem do ônibus e da necessidade de romper com a lógica de que transporte público é balcão de negócio. Defendo um projeto de transporte municipalizado, que seja totalmente controlado pelo poder público e gratuito para a população, com tarifa zero”, completa Mariana.