Mariana Conti e Sâmia Bomfim solicitam informações sobre o abastecimento de água a prefeituras da região
Na última terça-feira (28), a vereadora Mariana Conti e a deputada federal Sâmia Bomfim, ambas do PSOL, enviaram ofícios às prefeituras de Hortolândia, Paulínia e Monte Mor solicitando informações sobre a qualidade e a regularidade do abastecimento de água nos municípios. A iniciativa surge em resposta às denúncias de falta de abastecimento e de água […]
29 abr 2026, 17:45 Tempo de leitura: 2 minutos, 39 segundos
Na última terça-feira (28), a vereadora Mariana Conti e a deputada federal Sâmia Bomfim, ambas do PSOL, enviaram ofícios às prefeituras de Hortolândia, Paulínia e Monte Mor solicitando informações sobre a qualidade e a regularidade do abastecimento de água nos municípios. A iniciativa surge em resposta às denúncias de falta de abastecimento e de água suja saindo das torneiras após a privatização da Sabesp.
A Sabesp é a maior empresa de saneamento do país, responsável pelo abastecimento de água e por coletar a tratar o esgoto de centenas de cidades do estado, incluindo as oficiadas pelas parlamentares. Em julho de 2024, concluiu-se o processo de privatização da empresa, encabeçado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o que tornou o setor privado seu maior controlador.
Desde então, as cidades cujo saneamento é administrado pela Companhia têm enfrentado problemas graves, como a demora no retorno em casos de desabastecimento. Em 2025, a Sabesp foi líder de reclamações no Procon-SP. O órgão de defesa do consumidor recebeu 6.879 reclamações, com taxa de atendimento de 31% — números que superam os da Enel, distribuidora de energia também privatizada.
Em Hortolândia, os moradores relatam que, nos últimos dias, a água chega às casas com mau odor e sujeira. O problema se estende a Paulínia e Monte Mor, onde o consumo de água está fortemente prejudicado, até mesmo para higiene. A população ainda relata que, devido a essa situação, também há escassez de água para compra nos mercados.
“Quando querem privatizar, os governos começam sucateando o serviço para colocarem a privatização como a solução mágica. Eles vêm com a promessa de que o repasse à iniciativa privada vai fazer com que os problemas sejam superados, o que nunca acontece. Na prática, o serviço fica mais caro e pior, e a população fica sem saber a quem cobrar. Tarcísio transferiu a responsabilidade sobre o saneamento de boa parte do estado, e os impactos disso já estão sendo sentidos”, afirma Mariana.
“As reclamações chegam de diversos pontos do estado. Em geral, as cidades menores e as da Região Metropolitana de São Paulo são as mais prejudicadas, mas o problema tem se intensificado cada vez mais. É muito grave que a população não possa consumir a água que chega na torneira e, mais ainda, que o governador finja não ver os problemas que a venda da Sabesp causou. A experiência da Enel, que deixa milhares de pessoas no escuro quando chove em São Paulo, já mostrou como a privatização funciona”, completa Sâmia.
Os ofícios encaminhados pelas parlamentares têm o objetivo de coletar informações detalhadas a respeito da qualidade e da regularidade do abastecimento de água nos municípios destacados. A partir do documento, pretende-se conhecer os parâmetros controladores e fiscalizatórios existentes em cada cidade e as debilidades já identificadas nos locais. A partir dessa apuração, Mariana e Sâmia pretendem estudar outras ações possíveis para o pleno funcionamento do serviço.