Mariana Conti denuncia indícios de corrupção no almoxarifado da saúde e pede abertura de CPI
Durante a sessão legislativa desta quarta-feira (15), a vereadora Mariana Conti (PSOL) ocupou a tribuna para denunciar indícios de corrupção no almoxarifado da rede municipal de saúde de Campinas, que, desde o fim de 2025, é administrado pela empresa VTCLog. Pontuando-se a gravidade da crise enfrentada na rede, a parlamentar pede a instauração da “CPI […]
16 abr 2026, 14:56 Tempo de leitura: 2 minutos, 20 segundos
Durante a sessão legislativa desta quarta-feira (15), a vereadora Mariana Conti (PSOL) ocupou a tribuna para denunciar indícios de corrupção no almoxarifado da rede municipal de saúde de Campinas, que, desde o fim de 2025, é administrado pela empresa VTCLog. Pontuando-se a gravidade da crise enfrentada na rede, a parlamentar pede a instauração da “CPI da Saúde” na Câmara Municipal.
A empresa assumiu a gestão do almoxarifado da saúde após firmar um contrato de quase R$ 20 milhões com a Prefeitura. Apesar da promessa de modernização na logística, a terceirização tem gerado o desabastecimento de insumos básicos nos Centros de Saúde (CS). Essa crise tensiona a relação entre os trabalhadores da saúde e os usuários do serviço, culminando em casos de violência, como o que motivou a paralisação dos servidores no CS Centro.
“Raimundo Nonato Brasil, Carlos Alberto de Sá e Teresa Cristina Reis de Sá, sócios da VTCLog, foram indiciados, no Relatório Final da CPI da Pandemia, por corrupção ativa e improbidade administrativa. Essa empresa já é marcada por usar o serviço público como degrau para o próprio benefício financeiro e agora está participando do sucateamento dos nossos Centros de Saúde. É o melhor exemplo de como a terceirização funciona: a iniciativa privada enche os bolsos enquanto o povo perde acesso ao básico”, afirma Mariana.
A vereadora tem recebido informações e verificado uma relação direta entre a falta de abastecimento e o aumento dos relatos de agressão expostos pelos profissionais. “Não tem como o servidor da saúde atender o cidadão com qualidade se ele não tem o mínimo de recursos disponíveis para exercer sua função. Falta medicamento, falta tudo. É claro que a população vai se revoltar, e o alvo é sempre quem está na linha de frente, mas a raiz do problema é outra”, destaca.
A parlamentar declara ter recebido relatos de supostas inconsistências nas notas fiscais emitidas pela empresa. “Os itens apontados nas notas fiscais parecem não coincidir com o que realmente chega nas unidades. Diante desse cenário de tanta escassez de recursos nos Centros de Saúde, acredito que uma apuração mais detalhada seja de interesse de todos os campineiros, e esse também é um papel dos vereadores, por isso estou apresentando o pedido de CPI”, ressalta.
Para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara de Campinas, é preciso recolher no mínimo 11 assinaturas favoráveis. Mariana compõe a bancada de oposição da Casa, que atualmente é formada por 6 vereadores. Dessa forma, membros da base do governo também teriam que assinar o documento para que se pudesse iniciar a CPI.