Nesta semana, a reitoria da Unicamp anunciou uma série de medidas para coibir ações racistas no campus diante da pressão do movimento negro na Universidade que vem denunciando sistematicamente tais práticas racistas, inadmissíveis em um espaço democrático como a universidade.

As exigências do movimento foram: além da criação de um GT – Grupo de Trabalho interno, a retificação do boletim de ocorrência, que constava como ato de “vandalismo” – e deverá constar como um ato racista; e abertura de um processo administrativo contra o autor dos atos para que, caso ele reingresse na universidade, conste em seu registro acadêmico.

A Unicamp enquanto instituição pública de ensino, pesquisa e extensão não pode continuar amenizando as mais diversas denuncias de racismo nos mais diversos níveis, nas mais diversas esferas e praticadas das mais diversas formas dentro da Universidade e sua reitoria precisa se comprometer com questões concretas e rever de forma crítica suas práticas e omissões que compactuaram e compactuam com a manutenção do racismo na instituição ou na sociedade brasileira. É preciso não se furtar de seu papel enquanto instituto de educação pública.

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