Nossa campanha é construída a várias mãos. Esta informação você já leu por aqui. Também pode ter encontrado com alguém pelas ruas ou ter visto as mais diversas manifestações de apoio pelas redes sociais. Está tão grande essa ação coletiva que pessoas nos pedem material para panfletar para seus vizinhos, pra enviar para a família em outras cidades, além de deixar com seus conhecidos próximos. Os adesivos e cartões que levamos pra rua no último sábado acabaram antes do final da manhã. Esse é o reflexo nas ruas das construções coletivas dos últimos anos, capazes de arrancar vitórias mesmo num cenário tão adverso. E olha, se tem uma coisa que vamos fazer é seguir, continuar, crescer. É primavera. E, é primavera feminista.

Mas porquê você está escrevendo isto agora, Mariana?

Ontem, a Cláudia, uma das participantes da nossa campanha, foi agredida. Um desconhecido, de dentro de seu carro, arremessou contra ela um copo de café enquanto ela estava em campanha no semáforo da entrada de Barão Geraldo. Além de jogar o café, soltou os dizeres “Aqui é Bolsonaro! Mulher é o caralho!”.
Ofensas marcadas pela misoginia, machismo, racismo e autoritarismo tão característicos da sociedade que vivemos e que vamos transformar!
Vale observar que essa ação covarde ocorreu após o dia 29, em que as mulheres lotaram as ruas contra o ódio e a intolerância, mostrando toda nossa potência, mostrando que somos a mudança. É fruto de um incomodo com o protagonismo das mulheres e com uma campanha que veio para enfrentar os privilégios e os poderes estabelecidos, sem rabo preso e que combate as falsas soluções apresentadas pela velha política.

Repudiamos todas estas tentativas de trocar o debate pela violência. Pra esse recado a resposta será cada vez maior: não vão nos calar, não vão nos silenciar, não vão fazer política sem nós.

E como ensinou, Marielle: não seremos interrompidas!