O setor de Ciência, Pesquisa, Tecnologia e Inovação agoniza no país. Frente aos inúmeros cortes realizados pelo desgoverno Temer, sobretudo, pela emenda do Teto (95), que limita os gastos públicos por (20) vinte anos e prejudica setores essenciais como a Saúde e a Educação.

O Orçamento da Ciência, Tecnologia e Inovação, tem diminuído ano a ano. O Ministério da Educação, MEC, sofrerá um achatamento dos recursos de R$ 23,6 bilhões em 2018, para R$ 20,8 bilhões em 2019, isso afeta diretamente a pesquisa no país, por exemplo, com a redução dos repasses à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES. Os cortes nesse setor podem prejudicar em 2019, os programas de capacitação destinados ao ensino, que possui cerca de 105 mil bolsistas, a manutenção do sistema Universidade Aberta e Mestrados Profissionais, direcionados aos professores da Rede Pública de Educação, com mais de 245 mil bolsistas.  

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, alerta que o corte de R$ 400 milhões prejudicará inúmeras contratações de projetos. No Brasil não se investe nem 2% do PIB em pesquisa, enquanto os países de alta tecnologia e inovação investem o dobro. Os investimentos nessa área caíram 12%, de R$ 4,7 bilhões em 2017, para R$ 3,9 bilhões em 2018. 

Não se pode esquecer do descaso em relação ao Museu Nacional, que teve quase todo o seu acervo de artefatos e pesquisas destruídos por um incêndio, tudo em função do baixo orçamento destinado à manutenção e preservação do prédio e a redução drástica de investimentos no aprimoramento de suas estruturas. 

Essa redução de investimentos nesse setor tão estratégico para o desenvolvimento do país, é mais uma justificativa de que o governo golpista de Temer não está interessado nem em Educação nem Pesquisa, apenas em agradar aos interesses do neoliberalismo e da dependência da tecnologia externa. 

A Ciência, a Pesquisa, a Tecnologia e a Inovação são pilares essenciais para o desenvolvimento econômico-social, da formação de alunos e professores, mas que depende do aprimoramento de políticas públicas responsáveis e comprometidas com a igualdade de oportunidades e avanços do país, com formação, estímulo a pesquisas, fortalecimento da pós-graduação, com o objetivo de criar e difundir inovações e soluções para a melhoria nos mais diversos segmentos.