A data remete aos anos 60, em um encontro no Rio de Janeiro, com algumas entidades vinculadas ao Samba, Confederação Brasileira das Escolas de Samba (CBES e Associação Brasileira das Escolas de Samba (ABES),  pela Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro e da Ordem dos Músicos do país. Nesse evento foi redigida a Carta do Samba, instituindo sua comemoração em 2 de dezembro. Por razões políticas, o projeto foi vetado, mas paralelamente na Bahia, também foi apresentado um Projeto semelhante e foi sancionado. Em 1963 muitas cidades passaram a comemorá-lo. Até sua expansão pelo território nacional.

O samba em suas raízes carrega a mistura de sons, instrumentos e ritmos provenientes da ancestralidade africana. Representa a resistência, a expressão corporal. Mas também significa a alegria, o improviso dos versos nas batalhas de samba de roda.

Durante os carnavais o samba ganha sua expressão mais difundida. Os samba-enredos, contam histórias, que passo a passo se materializam na avenida, através das Escolas de Samba.

Em 2019, a Mangueira traz à Sapucai, o samba enredo “História pra Ninar gente grande”, que conta sobre outras versões além da história oficial. A Escola também homenageia a vereadora Marielle Franco, assassinada brutalmente em março desse ano, com um trecho da música: “Brasil chegou a vez de ouvir, Marias, Mahins, Marielles, Malês”. Pessoas que lutaram e lutam por um país mais justo.

A Mancha Verde em SP, vai contar sobre a história de uma princesa africana que lutava contra a escravidão e a intolerância religiosa. A Águia de Ouro, com o tema “ Brasil, eu quero falar de você, que país é esse!”, traz assuntos como a exploração das riquezas de nosso país e a corrupção.

O samba além de alegria, é resistência, luta, é história.

Marielle presente.

 

Mangueira –  “HIstória para ninar gente grande”

 

Mancha Verde: 

 

Águia de Ouro – “Brasil, eu quero falar de você, que país é esse!”