O Projeto de Lei 6299/2002, mais conhecido como “PL do Veneno”, que visa flexibilizar o uso e registro dos agrotóxicos no país, não leva em consideração os impactos causados na saúde, no meio ambiente e na economia.

Uma das artimanhas do PL do Veneno é retirar o poder decisório da Anvisa e do Ibama, no que diz respeito à fiscalização, controle e liberação e deixá-los somente sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura. Hoje, sob o comando de Blairo Maggi, um dos maiores proprietários de terras do Brasil.

De acordo com a Abrasco, 22 dos 50 agrotóxicos utilizados no Brasil são proibidos pela Europa. E os maiores interessados na aprovação dessa lei são os grupos vinculados às multinacionais que produzem esses produtos tóxicos.

Esses produtos colocam em risco a saúde da população. Contaminam os rios, os alimentos de origem animal e vegetal, a saúde de trabalhadoras e trabalhadores, além de desencadear doenças cancerígenas.

Só no Brasil, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação, (Sinan), entre 2007 e 2017, os casos de intoxicação foram mais de 107 mil com 3.452 mortes.

Contra o PL do Veneno. Contra os agrotóxicos.