A terceirização no setor público caracteriza um desmonte do Estado. A transferência de responsabilidades do poder público no que diz respeito a bens essenciais, como: educação, segurança e saúde para o setor privado, apenas revela a ausência de políticas públicas preocupadas com a população e com as condições de trabalho dos servidores públicos.

Em Campinas, um caso recente está vinculado às terceirizações. No hospital Ouro Verde, a OS Vitale assumiu a sua gestão, com contrato estimado em 682,4 milhões e está sendo investigada pelo Ministério Público por suposto esquema de corrupção, que desviou R$ 4,5 milhões do Hospital Ouro Verde, em superfaturamentos de insumos e medicamentos e consultorias não realizadas.

A reivindicação por uma CPI da saúde que apure a situação de contratos é mais que necessária e a luta contra a corrupção e por saúde de qualidade não para por aí. É preciso reivindicar um outro modelo de gestão da saúde para a nossa cidade, por isso, nosso mandato protocolou na última segunda-feira, [19], um projeto de Lei que proíbe a terceirização da saúde em Campinas.

Fonte: (Rais 2013. Elaboração:Dieese/CUT 2014)

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