Relatório final da Comissão Processante que investiga Vini Oliveira orienta sua cassação
Em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (28), a Comissão Processante (CP) que investiga o vereador Vini Oliveira (Cidadania) apresentou o relatório final do processo de apuração, que orienta a votação pela cassação de seu mandato. A investigação foi aberta por unanimidade em 1º de junho, após uma denúncia apresentada pela vereadora Mariana Conti (PSOL). A […]
28 ago 2026, 14:25 Tempo de leitura: 1 minuto, 49 segundos
Em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (28), a Comissão Processante (CP) que investiga o vereador Vini Oliveira (Cidadania) apresentou o relatório final do processo de apuração, que orienta a votação pela cassação de seu mandato. A investigação foi aberta por unanimidade em 1º de junho, após uma denúncia apresentada pela vereadora Mariana Conti (PSOL).
A Comissão Processante investigou a relação entre Vini e empresários ligados à empresa vencedora do Lote Norte da nova licitação do transporte público de Campinas, após a exibição, na TV Record, de vídeos de reuniões do parlamentar na sede da empresa Smile.
A etapa de oitivas foi finalizada sem a coleta de depoimentos das testemunhas, que optaram por não comparecer. Ainda assim, o relatório apresentado pelo vereador Otto Alejandro (PL), relator do processo, destaca que a presença de Vini na empresa, admitida por ele em suas redes sociais, por si só representa uma “sombra de dúvida sobre a imparcialidade do vereador e sobre a própria lisura do processo licitatório, ferindo princípios da impessoalidade e da moralidade que devem reger a atuação de um agente público”.
No documento, destaca-se que a atitude do denunciado, no andamento do processo licitatório, foi incompatível com a “dignidade da Câmara” e configura “inequívoca quebra de decoro parlamentar”. Em resposta a essa infração, portanto, a CP defende que “a cassação é uma medida proporcional e necessária”, que deve ser apreciada em plenário.
“Quando apresentei a denúncia contra o vereador Vini, foi com a certeza de que sua presença na empresa, em reunião a portas fechadas durante a licitação do transporte, já era uma prova suficientemente grave. Estou satisfeita com o trabalho realizado pela CP, que hoje dá uma resposta ao povo de Campinas. A população não pode ter desconfianças sobre a ética daqueles que a representam. Agora vamos lutar para que essa cassação se concretize no plenário e para que o transporte público de Campinas deixe de ser uma fonte de negócios”, afirma Mariana.