Parlamentar do PSOL e pesquisadora da USP acionam Ministério Público e cobram ação regional após temporal que atingiu Ribeirão Preto e cidades vizinhas
A vereadora de Campinas Mariana Conti (PSOL) e a pesquisadora da USP Annie Hsiou protocolaram, junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), uma representação conjunta de alcance regional que solicita intervenção imediata do poder público diante dos impactos do temporal que atingiu Ribeirão Preto e outros municípios da região na madrugada de […]
1 ago 2026, 09:00 Tempo de leitura: 2 minutos, 24 segundos
A vereadora de Campinas Mariana Conti (PSOL) e a pesquisadora da USP Annie Hsiou protocolaram, junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), uma representação conjunta de alcance regional que solicita intervenção imediata do poder público diante dos impactos do temporal que atingiu Ribeirão Preto e outros municípios da região na madrugada de 24 de julho de 2026.
A ação pede a instauração de inquérito civil para apurar se houve omissão dos governos do estado e dos municípios a respeito dos alertas meteorológicos que precederam o evento e do planejamento de ações preventivas a desastres. Além disso, solicita-se a adoção de medidas emergenciais e a criação de um protocolo regional de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos, que contemple Ribeirão Preto, Guariba, Taquaritinga, Dumont, Pradópolis e Barrinha.
O temporal provocou destruição significativa na região, com registro de uma morte, ao menos 22 pessoas feridas e milhares de desalojados. Houve danos em moradias, hospitais, escolas e sistemas essenciais, como energia e abastecimento de água. Em alguns casos, cidades inteiras ficaram sem serviços básicos, indicando fragilidades na resposta pública ao desastre.
“Não é uma surpresa que vamos enfrentar, com cada vez mais frequência, fenômenos climáticos extremos como o que devastou a região de Ribeirão Preto nos últimos dias. A emergência climática já é uma realidade que acomete todo o mundo, incluindo o nosso estado. O governador Tarcísio, assim como as prefeituras, tem responsabilidade sobre como vamos enfrentar a crise que se apresenta e garantir a segurança das pessoas”, afirma Mariana.
Segundo a representação, o episódio expôs falhas estruturais na prevenção e na gestão de riscos, incluindo possíveis deficiências na emissão de alertas, na preparação dos municípios e na proteção de infraestruturas críticas. O texto também aponta a necessidade de garantir assistência adequada às vítimas e evitar que populações de cidades menores fiquem sem suporte.
A ação pede assistência imediata e continuada às pessoas atingidas; garantia de moradia temporária e recuperação de residências; restabelecimento seguro dos serviços essenciais; levantamento transparente dos danos em todos os municípios; preservação de registros e dados do evento; e elaboração de planos municipais de contingência atualizados.
“Também estamos propondo a criação de um protocolo regional integrado, com maior cooperação entre estado e municípios, que tenha metas, indicadores e sistemas de alerta mais eficazes. Desastres como esse não respeitam limites territoriais e pedem respostas objetivas e articuladas, para o planejamento prévio, para que a população possa se proteger durante suas ocorrências e para a posterior restauração das cidades”, completa Annie.