Bancada de esquerda oficia Prefeitura sobre o corte de árvores em Barão Geraldo
A bancada de esquerda da Câmara Municipal protocolou um ofício à Prefeitura de Campinas solicitando providências a respeito da supressão de árvores na Praça do Coco, em Barão Geraldo. No documento, os parlamentares solicitam a imediata suspensão de quaisquer procedimentos de destoca no local e anexam o laudo do COMDEMA, elaborado por especialistas do setor […]
7 maio 2026, 11:23 Tempo de leitura: 2 minutos, 9 segundos
A bancada de esquerda da Câmara Municipal protocolou um ofício à Prefeitura de Campinas solicitando providências a respeito da supressão de árvores na Praça do Coco, em Barão Geraldo. No documento, os parlamentares solicitam a imediata suspensão de quaisquer procedimentos de destoca no local e anexam o laudo do COMDEMA, elaborado por especialistas do setor ambiental.
O ofício foi assinado conjuntamente pelos vereadores e pelas vereadoras Mariana Conti e Fernanda Souto, do PSOL, Guida Calixto, Paolla Miguel e Wagner Romão, do PT, e Gustavo Petta, do PCdoB. Além da requisição de interrupção dos cortes e dos procedimentos de destoca, a bancada destaca a necessidade de remover dois galhos remanescentes pendurados que apresentam risco concreto de queda.
“Nós incluímos no ofício o laudo apresentado pelo COMDEMA, elaborado por pesquisadores experientes, que reforça que não havia danos consideráveis nas árvores a ponto de justificar sua remoção. A Prefeitura não pode seguir com esse projeto de devastação ambiental desenfreado. O que aconteceu na Praça do Coco não foi um fato isolado: em plena emergência climática, o Dário Motosserra derruba árvores em toda a cidade, ignorando os impactos disso”, comenta Mariana.
O parecer resultante das análises cita a importância socioeconômica e ambiental da arborização à Praça do Coco e a seus usuários, a exemplo da grande área de sombreamento, da redução da temperatura no local de cobertura e da umidificação e filtragem do ar. Os pesquisadores ressaltam que esses aspectos são responsáveis pelo conforto térmico dos frequentadores, bem como pelo escoamento adequado da água das chuvas devido à composição do solo.
“O debate sobre os desmandos com podas e remoção de árvores do governo Dário trazem sérios impactos, não apenas urbanísticos ou arbóreos, mas também em questões culturais. A Praça do Coco tem uma feira semanal notável e diversos blocos de carnaval se concentram e ensaiam ali. Essas experiências de convívio público ficam mais quentes e difíceis sem aquelas árvores”, salienta Paolla.
“As árvores cumprem um papel fundamental na preservação ambiental, na redução do calor, na melhoria da qualidade do ar e na convivência da população nos espaços públicos. Não aceitaremos que, em nome de interesses econômicos ou de projetos sem diálogo com a comunidade, destruam um patrimônio ambiental e afetivo da cidade”, afirma Guida.