Mariana Conti repudia corte de árvores na Praça do Coco, ordenado pela Prefeitura
Na tarde da última terça-feira (27), os moradores de Barão Geraldo foram surpreendidos pelo corte de árvores na Praça do Coco, executado por uma empresa terceirizada da Prefeitura. O espaço, reconhecido em toda a cidade por sua arborização, terminou o dia com uma perda relevante no sombreamento e na preservação da vegetação, gerando indignação.Além do […]
29 abr 2026, 17:47 Tempo de leitura: 1 minuto, 53 segundos
Na tarde da última terça-feira (27), os moradores de Barão Geraldo foram surpreendidos pelo corte de árvores na Praça do Coco, executado por uma empresa terceirizada da Prefeitura. O espaço, reconhecido em toda a cidade por sua arborização, terminou o dia com uma perda relevante no sombreamento e na preservação da vegetação, gerando indignação.
Além do corte de uma árvore de grande porte, outras árvores sofreram danos severos. Moradores e especialistas alertam que a intervenção foi realizada sem rigor técnico e com despreocupação com a segurança dos moradores, tendo em vista que a forma como algumas podas foram realizadas é inadequada e pode gerar risco de queda de outras árvores.
“O ‘Diário motosserra’ atacou novamente, desta vez na principal praça de Barão Geraldo, que ainda é um polo verde em Campinas. Infelizmente, este caso é parte de um projeto de destruição ambiental do Dário, que ano após ano destrói áreas verdes, desrespeitando a Lei de Arborização Urbana e áreas de preservação, enquanto propagandeia programas ambientais controversos”, comenta a vereadora Mariana Conti (PSOL).
“O governo sempre justifica essas podas com o argumento de ‘risco de queda’. O que eles não dizem é que não inserem no projeto de cidade o cuidado adequado à vegetação, o replantio das árvores retiradas, a preservação ambiental. A Prefeitura deveria ter um plano de manutenção dessas árvores, com o amparo técnico necessário, inclusive para evitar o adoecimento da vegetação saudável, que é o que ocorre quando uma retirada é feita sem planejamento”, continua.
Moradores e especialistas ainda relatam danos a equipamentos públicos, como floreiras, bancos e estruturas da área infantil. “O espaço comum vai sendo destruído aos poucos com essa política. A Praça do Coco é parte da identidade aqui da região e agora está totalmente descaracterizada por conta dessa intervenção amadora”, finaliza a parlamentar.
Para tentar barrar novas supressões, frequentadores e ativistas pretendem permanecer em vigília no local, visto que estaria previsto um conjunto de ações que poderia se estender até os próximos dias. Além disso, uma nova mobilização está sendo articulada para o próximo sábado (02).