Mariana Conti denuncia trend misógina do TikTok ao Ministério Público e defende regulamentação das plataformas
Vereadora de Campinas pede a responsabilização da plataforma e dos criadores de vídeos que incitam a violência contra a mulher Nos últimos dias, vídeos que demonstram homens se preparando para atacar mulheres caso elas recusem algum tipo de relação com eles inundaram as redes sociais. Os vídeos mostram homens — em geral, adolescentes e jovens […]
10 mar 2026, 13:49 Tempo de leitura: 1 minuto, 58 segundos
Vereadora de Campinas pede a responsabilização da plataforma e dos criadores de vídeos que incitam a violência contra a mulher
Nos últimos dias, vídeos que demonstram homens se preparando para atacar mulheres caso elas recusem algum tipo de relação com eles inundaram as redes sociais. Os vídeos mostram homens — em geral, adolescentes e jovens — simulando golpes com socos, chutes, facas e armas e tornaram-se uma trend no TikTok, intitulada “treinando caso ela diga não”.
Em reação a esse conteúdo amplamente replicado, a vereadora de Campinas Mariana Conti (PSOL) apresentou uma denúncia ao Ministério Público. O texto reforça o teor misógino dos vídeos, que se configuram como uma apologia coletiva e organizada ao feminicídio, e aponta a responsabilidade da plataforma pela circulação do conteúdo.
Além da retirada dos vídeos, já iniciada após a repercussão negativa da trend, a parlamentar cobra a responsabilização dos criadores e uma medida permanente por parte da rede social, a fim de impedir a circulação de conteúdos carregados de discurso de ódio e de apologia à violência. “Estamos diante de um aumento terrível de casos de feminicídio, e é inaceitável que as big techs sigam coniventes com esse tipo de conteúdo e, pior ainda, lucrando com eles”, afirma a vereadora.
Para evitar que as plataformas continuem abrigando esses discursos e garantir que haja uma fiscalização eficaz a longo prazo, Mariana ainda levanta como urgentes a regulamentação das plataformas e a criminalização da misoginia nas redes sociais. “Esses vídeos não são casos isolados ou individuais, porque são parte de uma comunidade red pill, de masculinidade tóxica, que confia na impunidade e na conivência das plataformas”, ela argumenta.
Nesse sentido, a vereadora defende a aprovação do Projeto de Lei nº 6075/2025, popularmente chamado de “PL Anti-Red Pill”, apresentado pela deputada federal Sâmia Bomfim, também do PSOL. O projeto propõe a criminalização do discurso misógino na internet, e Mariana afirma que esse é um passo fundamental contra a normalização do discurso de ódio às mulheres e, portanto, para o combate à violência. Uma petição pública foi aberta, no site da deputada, para a coleta de assinaturas em apoio à medida.