Por Deise Nascimento

https://covid-19.campinas.sp.gov.br/recomendacoes-tecnicas

Recomendações Técnicas sobre COVID 19

Unidades de Referências

http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/unidades/referencias.htm

Urgência e Emergência

http://www.campinas.sp.gov.br/emergencia.php

http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/unidades/urgencia_emerg.htm

Informações sobre a Saúde no site da prefeitura

http://www.saude.campinas.sp.gov.br/

Centros de Saúde de Campinas

http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/unidades.htm

Unidades de atendimento direto ao usuário e que não compõem as atividades de gestão pública.

http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/unidades/outras_unidades.htm

Todas as informações sobre o novo coronavírus ou Covid-19 podem ser acessadas no endereço: covid-19.campinas.sp.gov.br
Na ferramenta, as pessoas encontram todas as medidas do Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia de Infecção Humana pelo Novo Coronavírus, também podem tirar dúvidas e ter acesso à atualização dos dados da doença em Campinas.

O Atestado Sanitário é apenas para as pessoas que apresentam sintomas e que devem ser encaminhadas para isolamento sanitário domiciliar. Exemplos de sintomas: 

Febre
Coriza/nariz escorrendo
Tosse seca
 Congestão nasal/nariz entupido
Dor de garganta
Tosse com catarro
 Dor no corpo
Dor de cabeça

Para solicitar o Atestado Sanitário, leia atentamente as instruções e siga todas as orientações do passo a passo no link. https://covid-19.campinas.sp.gov.br/atestado-sanitario

Situação atual

Campinas conta com uma população de 1.204.073 habitantes, o isolamento social registrado no dia 19/04/2020, domingo, foi de 58% da população e no sábado foi de 52%. O ideal é manter a taxa em 70% da população em isolamento durante o período da quarentena. A taxa de contaminação via Corona vírus é média de 80% da população, e 20% deste conjunto podem apresentar agravamento de sintomas da COVID19. Já 5% destes agravamentos podem necessitar de UTI. Estes padrões foram verificados em outros países que tiveram a chegada da COVID19 antes do Brasil. Em números a porcentagem dos 20% em Campinas representa o universo de 240.814,6 habitantes e respectivamente os 5% somam 60.203,65 habitantes. Para a melhor percepção do grau de importância do isolamento como forma de prevenção e proteção da população, a informação da totalidade de leitos disponíveis no município de Campinas, considerando a rede pública e privada, é de 664 leitos disponíveis (até o momento de fechamento desta matéria). Importante ressaltar que enfermidades e acidentes continuam a ocorrer independentemente da existência da COVID19. Em Campinas, a taxa de isolamento nunca chegou sequer a 60%, os índices mais altos foram 59%, nos dias 29 de março e 5 de abril. A mais baixa, 46%, foi registrada em 9 de abril. No dia 01/04/2020 Campinas registrava 62,5% de leitos de UTI das redes pública e privada ocupados, havia 405 pacientes internados. Na mesma data o Poder Executivo prometeu a abertura de 170 estruturas exclusivas para casos de COVID19. Atualmente, a cidade tem aproximadamente 180 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que atendem SUS e prevê expansão, com mais 75 a 110 leitos.

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou hoje, 22 de abril, os novos números da pandemia de Covid-19 em Campinas. Segundo o boletim, agora são 177 casos confirmados, 420 descartados e 986 em investigação. O município registra oito mortes pela doença. A quarentena teve início oficial em Campinas a partir do dia 23/03/2020. Abordagens aos motoristas nas ruas do município foram realizadas como mais uma medida de combate à pandemia da covid-19. Existe no momento um processo de reabertura de comércios, gradualmente e com a recomendação de uso de máscaras para toda a população. Logo que a quarentena foi decretada apenas serviços essenciais poderiam permanecer funcionando. Devido à pressão de empresários o governo municipal decretou liberação para alguns setores, óticas poderão reabrir esta semana.

O Estado diz que pode transferir pacientes da Grande SP a Campinas Na última sexta-feira (17), a taxa de ocupação da UTI em hospitais municipais de São Paulo já se aproximava dos 100%. É o caso do Instituto Emílio Ribas, na região central, que está com a UTI lotada. Na enfermaria, a ocupação dos leitos está em 64%. A UTI do Hospital das Clínicas, da USP, também opera perto da capacidade, com 84,5%. Na enfermaria, o índice chega a 56%. Os outros observados foram Hospital Geral Santa Marcelina do Itaim Paulista (82% UTI e 79% na enfermaria), Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André (89% UTI e 50% enfermaria) e Hospital Geral de Itapevi (78% UTI e 57% enfermaria). Campinas contava, até a manhã da sexta-feira (17/04/2020), com 664 leitos de UTI (adultos, pediátricos e neonatais), distribuídos nas redes pública e privada do município. Deste total, 366 estavam ocupados – uma taxa de ocupação de 55,12%. Até a sexta-feira (17/04/2020), o Estado registrava 11.568 contaminações confirmadas pelo novo coronavírus e 853 mortes. Há ainda 1.125 pessoas internadas em UTIs.

Hospitais públicos e particulares de Campinas terão que preencher a situação dos seus leitos de UTI, enfermarias (ocupações ligadas à pandemia), prontos-socorros e uso de ventilação mecânica. Para melhor controle dos pacientes hospitalizados em tratamento contra os sintomas da COVID19 será realizado um monitoramento online.O Hospital Samaritano, na Vila João Jorge, foi escolhido para integrar uma rede de hospitais que reúne cerca de 60 instituições médicas em todo o país, “Coalizão Covid Brasil”; para testar a hidroxicloroquina, medicamento usado no tratamento de malária e lúpus, associada à azitromicina, um antibiótico, no tratamento contra a covid-19. A Casa de Saúde que integra o sistema de gestão do Hospital Vera Cruz, no Centro, fará testes com o uso de nitazoxanida, vermífugo vendido pelo nome comercial de Annita, que obteve sucesso no combate ao coronavírus em laboratório durante pesquisas realizadas pelo CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), também em Campinas. O Hospital Vera Cruz obteve aprovação do Sistema CEP-CONEP (Comitê de Ética em Pesquisa, Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para testar a substância em pacientes com a covid-19. Ontem, a Anvisa  publicou uma norma proibindo a venda de medicamento sem receita médica especial nas farmácias. O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Campinas, localizado no Parque Itália vai comportar 35 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para os pacientes infectados. Os casos atendidos serão encaminhados pela Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS) estadual. Após a pandemia o serviço vai voltar ao seu perfil original, que é o de AME cirúrgico, com 32 especialidades.

Dengue

Departamento de Vigilância divulga novo boletim epidemiológico da dengue

17/04/2020. Campinas confirmou 1.703 casos de dengue neste ano, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde. Dados são até o último dia 13 de abril e mostram que a incidência é de 140 casos para cada 100 mil habitantes. Nenhuma morte foi registrada até o momento. De acordo com o levantamento de dados de janeiro a 13 de abril de 2020, a região com maior número de casos é a Sudoeste, com 490, seguida pela Noroeste, com 463. As regiões Leste, Norte e Sul têm, respectivamente, 294, 277 e 170 confirmações. Há ainda nove registros que ainda não tiveram a localização identificada. 

 https://dengue.campinas.sp.gov.br/ 

O programa Mais Médicos Campineiro

A Secretaria de Saúde vai contratar oito médicos cubanos que já trabalharam na rede para o atendimento nas unidades básicas de saúde. A Prefeitura de Campinas oficializou a contratação de 47 médicos residentes que vão atuar no programa Mais Médicos Campineiro. Nesta primeira etapa, 42 profissionais foram contratados para fazer o programa de residência. Os convênios com as faculdades de medicina da Unicamp, PUC-Campinas e São Leopoldo Mandic, além da Secretaria de Saúde, já foram publicados em Diário Oficial. Os médicos irão trabalhar 40 horas semanais, sendo 36 horas no centro de saúde e quatro horas de estudo. O programa funcionará com uma residência em saúde da família, que será válida por dois anos. São 18 ingressantes através da Secretaria de Saúde, 15 da Unicamp, três da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Campinas e seis da São Leopoldo Mandic.  Pela legislação aprovada, a Prefeitura pode contratar até 120 médicos, sem concurso público. Os médicos vão atuar junto às equipes de Saúde da Família do município. O salário, que oficialmente é uma bolsa de estudo, será de R$ 11 mil. Outros 13 profissionais serão convocados assim que houver uma liberação do MEC (Ministério da Educação). Mais 60 médicos serão contratados em 2021, completando os 120 estimados pela legislação que instituiu o programa. O município tem atualmente 66 profissionais do programa federal Mais Médicos que continuam atuando na rede até o final de seus contratos – entre 2020 e 2021.

Foto Carlos Bassan

Expansão de leitos

A expansão no número de leitos de UTI na cidade inclui aqueles que vão deixar de ser usados em cirurgias eletivas que preveem terapia intensiva como parte da recuperação e os leitos dos hospitais de campanha que estão sendo montados na cidade. Um hospital de campanha para atendimento da população prédio dos Patrulheiros, no bairro Parque Itália, próximo ao Centro. para o atendimento de pacientes com covid-19. A previsão é de que os 108 leitos estejam prontos em até quatro semanas. Todos os pacientes deverão ser encaminhados pela Central de Regulação. Do total de leitos, 36 ficarão no ginásio do complexo e 72, distribuídos em seis quartos, em dois prédios anexos à quadra esportiva. Em geral, os leitos são equipados para atender casos de menor complexidade, sendo que somente cinco deles são de UTI. A gestão do hospital será feita pela Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar e a contratação de profissionais ocorrerá via parcerias. O município firmou um acordo a organização não governamental (ONG) Expedicionários da Saúde, que possui uma rede de médicos voluntários.

Pessoas em situação de rua

Há dois abrigos para pessoas em situação de rua. As pessoas são encaminhadas pelo serviço de abordagem SOS Rua e pelo Consultório na Rua. Os abrigados têm acompanhamento da rede básica de saúde. Um deles está sediado no Ceprocamp e dispõe de 50 vagas. O atendimento no primeiro abrigo emergencial é específico para pessoas com sintomas gripais. O espaço oferece cerca de 30 vagas.

Os dois abrigos fornecem alimentação, higiene, dormitório e acompanhamento de equipes de saúde. Foi aberto um processo de consulta e contratação de uma Organização da Sociedade Civil (OSC) para a instalação de um terceiro abrigo emergencial.

Testes

Quatro laboratórios de Campinas (SP) foram apontados pelo Ministério da Saúde para apoiar em testes que diagnosticam o novo coronavírus em pacientes. Os centros são da rede pública e contam com equipamentos, infraestrutura e equipe capacitada para a testagem molecular da doença, informou o governo federal em boletim epidemiológico lançado neste domingo (19).

Os quatro laboratórios da cidade aguardam credenciamento do Instituto Adolfo Lutz para começar os testes. São eles: Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), do governo federal, o Centro de Laboratório Regional III do Instituto Adolfo Lutz, do governo do estado, e o Laboratório Municipal de Campinas. O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, também do governo estadual, já começou no início de abril a realizar o teste rápido para diagnóstico do novo coronavírus, com resultados em até 48 horas.

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde também aponta o HC da Unicamp. O laboratório já é credenciado pelo estado e começou a realizar o teste rápido para diagnóstico da Covid-19, com resultados em até 48 horas, no início de abril. O teste do Hospital de Clínicas usa amostras de narinas e faringe.

O exame foi desenvolvido a partir de amostras do primeiro paciente infectado pelo coronavírus no Brasil pela equipe do Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (LEVE) do Instituto de Biologia (IB).

Somente o estado de São Paulo tem 8,3 mil amostras aguardando resultado. Em Campinas, são 986 pessoas que aguardam os resultados dos testes, até a manhã desta segunda-feira (20). Os novos locais que aguardam credenciamento da Secretaria Estadual de Saúde ajudarão a desafogar a fila do Instituto Adolfo Lutz e agilizar os resultados aos pacientes.

Entre os locais apontados pelas autoridades de saúde para parcerias de testes, o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) tem capacidade para processamento de até 300 amostras em 8 horas para testagem RT-PCR em tempo real.

Concurso

Rede Mário Gatti abre processo seletivo São 40 médicos – clínica geral, 26 enfermeiros, 30 fisioterapeutas e 114 técnicos em enfermagem. A expectativa da administração é contratar 40 vagas médicos (clínico geral), 26 enfermeiros, 30 fisioterapeutas e 114 técnicos em enfermagem. Os salários variam de R$ 3.528,20 a R$ 6.002,58, no caso dos médicos haverá pagamento de prêmio produtividade e adicional emergencial.

Os contratos são válidos por um ano e os profissionais serão direcionados para os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde, além do Samu e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) São José, Anchieta, Carlos Lourenço e Campo Grande, informou a assessoria da rede.

Problemas recorrentes

O desmonte do SUS, a privatização da saúde e a corrupção seguem como constantes na equação da saúde pública. A necessidade de realização de concursos públicos para ampliação de profissionais de carreira na saúde é uma indicação, porém com o advento da terceirização cada vez mais a saúde torna se uma mercadoria, no momento o concurso que será realizado tem a validade de um ano de contrato. Campinas teve nas administrações anteriores e na atual diversos escândalos envolvendo o executivo nos quais verbas públicas foram desviadas ou mal administradas, trazendo grande prejuízo para a população e mesmo perdas de vidas. Tais problemas persistem e a CPI da Saúde ainda não foi realizada no município. Com a pandemia profissionais de saúde denunciam falta de equipamentos de segurança em hospitais da região de Campinas. Segundo denunciantes, falta das medidas de proteção adequadas contra a Covid-19 estaria colocando em risco, além dos profissionais, as famílias e os pacientes. Sindicato registrou 200 denúncias, e quase todas são sobre EPIs. Já em 2018 a denúncia de falta oxigênio para pacientes em Campinas, foi registrada em ofício 12 de setembro 2018 pela vereadora Mariana Conti. A vereadora também acompanhou a desativação da Botica da Família, laboratório fitoterápico que atendia à população com xaropes e pomadas. No mesmo período foi registrada falta de medicamentos básicos nos centros e postos de saúde.