Queremos a Professora Lisete Arelaro nos debates!! Repudiamos a decisão da direção da TV Cultura, repetindo a postura já havia sido apresentada pelo SBT/Folha de S. Paulo/UOL que deixaram a nossa pré-candidata de fora da série de sabatinas realizadas em conjunto por esses três veículos durante os meses de maio e junho.

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TV Cultura exclui Lisete do Roda Viva

A direção da TV Cultura decidiu não convidar a Professora Lisete Arelaro para a série de entrevistas no programa Roda Viva com os pré-candidatos ao governo de São Paulo. O argumento utilizado foi o de que convidaram apenas os 4 melhores posicionados nas pesquisas. Esse argumento não se sustenta, uma vez que, segundo a última pesquisa Ibope, Lisete está tecnicamente empatada em 3º lugar com Márcio França (PSB) e Luiz Marinho (PT). Além disso, trata-se da única pré-candidata ao governo de São Paulo, em uma eleição, majoritariamente de candidatos homens.

A mesma TV Cultura que recentemente protagonizou o deplorável espetáculo de machismo e preconceito contra a pré-candidata à presidência da República, Manuela D´Ávila (PCdoB), agora não convida a única mulher pré-candidata ao governo de São Paulo.

Repudiamos a decisão da direção da TV Cultura, tal postura já havia sido apresentada pelo SBT/Folha de S. Paulo/UOL que deixaram a nossa pré-candidata de fora da série de sabatinas realizadas em conjunto por esses três veículos durante os meses de maio e junho. No caso específico da TV Cultura, ainda existe o agravante de se tratar de uma empresa pública, que deveria se pautar fundamentalmente pelo respeito à igualdade de gênero, pela pluralidade e pela democracia.

Vamos tomar todas as medidas cabíveis, não podemos aceitar que num momento onde se discute tão amplamente a necessidade de maior participação das mulheres na política, uma TV pública tome tal atitude. Mas além das medidas judiciais, é necessário também que cada uma, que cada um, se manifeste, deixe claro seu repúdio e exija que a Professora Lisete seja entrevistada no Roda Viva.

Não podemos aceitar uma eleição pela metade, onde uns são ouvidos e outras não. Não podemos aceitar o boicote de gênero e que o machismo predomine na política. Queremos eleições de fato democráticas. Os órgãos públicos, em especial seus veículos de comunicação, deveriam ser os primeiros a respeitar isso, no entanto, o que vemos é o desmonte da TV Cultura e seu aparelhamento partidário.