A vereadora Mariana Conti (PSOL) protocolou uma indicação solicitando da prefeitura de Campinas uma política municipal de testagens diagnósticas em massa para a contenção da COVID-19.

O documento protocolado contextualiza o atual momento de Campinas, de aumento da disseminação viral, e cita relatos de pessoas com sintomas leves, que não tiveram acesso a testes. Mariana Conti defende na indicação a importância da testagem dessas pessoas para a contenção da COVID-19, já que a transmissão do vírus se dá também por pessoas com sintomas leves e até assintomáticas. A indicação da vereadora ressalta que as estratégias de maior sucesso de contenção do novo coronavírus incluem uma política de busca ativa de todos os contatos de pessoas com casos confirmados.

“É necessário que a prefeitura tenha um protocolo de testagem nos locais de trabalho e familiares das pessoas com casos confirmados, garantido o imediato isolamento de todos enquanto se espera o resultado desses testes. A prefeitura pode buscar parcerias, tanto para aumentar o número de testes, como para desenvolver tecnologia de monitoramento dos isolamentos.” Apontou Mariana.

A vereadora sublinhou também como a precariedade na política de testes agrava desigualdades “A falta de uma política de testes reforça uma gritante desigualdade no enfrentamento da Pandemia. Enquanto as famílias com maior renda acessam testes privados, que são caros, e conseguem fazer seu isolamento, a população mais pobre da cidade, em grande medida não consegue acessar a testagem. A falta de uma política pública para o enfrentamento do coronavírus tem provocado um aumento desigual nos novos casos em nossa cidade, com um uma velocidade muito maior nas regiões periféricas e de maior vulnerabilidade social. Isso também se reflete em um coeficiente de mortalidade muito maior nessas regiões, o que demonstra uma provável sub-notificação de casos nestes locais. Para além da política de testes e contenção da Pandemia, é importante políticas que garantam o ainda necessário distanciamento social, com a defesa da renda e trabalho das pessoas”.

O documento segue para posicionamento do poder executivo, a quem cabe agora responder sobre a proposta de construção de uma política municipal de testagens em massa.