Mais duas mulheres morreram vítimas de feminicídio em Campinas (SP) num intervalo de menos de 30 horas entre uma e outra.

Essas mortes tem como responsáveis não apenas o agressor direto, mas também os mais diversos agentes públicos que negligenciam o problema da violência doméstica e familiar, bem como, qualquer manifestação politica irresponsável que naturalize ou se omita frente as mais diversas desigualdades de gênero.

Ser a única mulher eleita em 2016 para uma Câmara Municipal com 33 vereadores é a expressão da ausência de mulheres na política, que tem significado a falta de política públicas que nos atendam, que tem significado negligência com nossos direitos, que tem significado a manutenção de uma estrutura patriarcal que mata mulheres pelo simples fato de serem mulheres.

Por isso, e para ampliar o alcance do projeto de superação desta barbárie apresentado pelas diversas candidaturas do PSOL, sou candidata a deputada estadual. Faremos das nossas perdas e de nossas dores estímulos para a luta. Às nossas mortas nenhum minuto de silêncio e uma vida inteira de lutas.

Veja reportagem do correio.