Hoje, dia 25 de janeiro de 2019, rompeu-se uma barragem da mineradora Vale na região de Brumadinho, em Minas Gerais.

É impossível não relacionar esse fato ao rompimento de outra barragem da mesma empresa no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, no mesmo estado, em 5 de novembro de 2015. Em Minas Gerais são 450 barragens e, de lá para cá, não houve nenhuma mudança nos protocolos de segurança.

Pior ainda, permanece impune a destruição do Rio Doce mais de três anos depois. A impunidade é fábrica de outros acontecimentos do tipo e, enquanto os responsáveis não forem punidos, outros rompimentos acontecerão e o meio ambiente e as pessoas, de Minas Gerais e de todo o Brasil, continuarão sendo mortas pela ganância de algumas empresas e pela leniência do Poder Público brasileiro.

Somando-se a isso, temos um Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Partido Novo), que foi condenado por crimes ambientais. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), desde antes da eleição, manifesta-se contra a proteção ambiental, declarando que há uma suposta indústria de multas do IBAMA no País, como se acontecimentos como os de Mariana e, agora, de Brumadinho, fossem invenções midiáticas ou simples acaso.

No Fórum de Davos, nessa semana, não foi diferente. Segundo Bolsonaro, protege-se demais o meio ambiente no Brasil, e, agora, deve-se colocar isso de lado em prol de crescimento econômico.

Nós, da Setorial Ecossocialista do PSOL – SP, dizemos que não. Enquanto se relativizar a proteção ao meio ambiente em detrimento de populações inteiras, mais rompimentos vão ocorrer, soterrando e destruindo ecossistemas, cidades e famílias.

Neste momento, faz-se urgente nossa resistência. Toda a força aos moradores da região de Brumadinho! Ecossocialismo ou barbárie!