Ocupar a Política é uma luta constante para as mulheres. Enfrentar os sistemas de dominação construídos a partir do patriarcalismo e do machismo, é uma tarefa diária, com resistência e coragem. Romper com as correntes ideológicas da naturalização das desigualdades de gênero e da cultura de violência e opressão.

O Brasil do ponto de vista da participação das mulheres no Legislativo, de acordo com o site Politize, se encontra na 154º posição entre 193 países, com pouco mais de 10% da presença feminina na Câmara Federal. Para a Associação dos Legislativos Nacionais do Mundo,( Inter-Parliamentary Union), as mulheres na Política é um sinal de igualdade de gênero e de participação efetiva nas decisões de um país.

A proporção do números de ocupantes nas casas legislativas pelo Brasil, revela outro dado de profunda desigualdade, de cada (7)sete vereadores (homens) há uma vereadora (mulher). Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), isto é, nas vintes cidades que a compõem, o número de mulheres eleitas em 2016, é de 28, em um total de 296 cadeiras, 9% das vagas disponíveis. As Leis nº 9.504/1997 e 2.034, de 2009), embora importantes na reserva de vagas para as mulheres, com mínimo de 30% e máximo de 70% ainda são insuficientes para resolver o desequilíbrio que acentua ainda mais as disparidades entre os gêneros no país.

Dos partidos que estão nas eleições de 2018, o PSOL é o que tem mais mulheres em números absolutos na disputa, 439.

Em Campinas, por exemplo, a discrepância é ainda maior. Apenas a vereadora Mariana Conti, (PSOL), foi eleita para a legislatura 2017-2020, sendo a 4º vereadora mais votada neste pleito, de um total de 33 cadeiras. Para se ter uma noção, em mais de 220 anos de Legislativo em Campinas, somente 15 mulheres ocuparam esse espaço, das quais Mariana foi a mais votada na história da cidade.   

Um exemplo de mulher na Política é Marielle Franco, combativa e atuante, vereadora, negra, feminista, mulher, mãe, socióloga,LGBT, assassinada brutalmente há quase 6 meses, no dia 14 de março. Lutava pelos direitos humanos, contra o genocídio da população negra e pela igualdade de gênero.

“Precisamos ocupar a Política. Decidir sobre os rumos de nossas cidades e país”, afirma a Vereadora e candidata a Deputada Estadual, Mariana Conti. Sobretudo, no combate à violência, à desigualdade de salários, pela luta por uma educação inclusiva, acessível e igualitária, uma saúde pública preocupada com a mulher, com políticas de segurança pública, protetivas e eficazes. Queremos decidir sobre os caminhos da Política.  Por mais direitos!   

 

Mulheres na Política

http://www.politize.com.br/participacao-das-mulheres-na-politica-brasileira/

https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/participacao-mulher-na-vida-politica.htm

 

diferente: o Brasil, por exemplo, ocupa a 154ª posição entre 193 países do Inter-Parliamentary Union na participação de mulheres na política.

https://gerenciamentopolitico.com.br/entenda-porque-precisamos-de-mais-mulheres-na-politica/

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-06/onu-mulheres-defende-ampliacao-da-participacao-feminina-na-politica

https://www.cartacapital.com.br/sociedade/ainda-precisamos-falar-sobre-as-mulheres-na-politica

https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/07/campanha-pretende-aumentar-numero-de-mulheres-nos-parlamentos-do-pais