Por Deise Nascimento

A máscara de proteção é um item de combate e prevenção à COVID 19, bem como lavar as mãos, uso de álcool gel, evitar aglomeração e se possível , manter a quarentena até que a curva de contaminação do corona vírus seja achatada e em seguida comece seu declínio. É um dos equipamentos que compõe o EPI ( (equipamento de proteção individual). Óculos, luva, avental, touca, calçados, também são importantes e principalmente no caso de profissionais que trabalham diretamente com público ou locais potencialmente contaminados. O ideal no caso da pandemia é que todas as pessoas que estivessem em circulação utilizassem máscaras. Pessoas assintomáticas podem estar transmitindo o vírus da COVID 19. Por este motivo torna se fundamental que todos saiam de máscaras.

Brasileiros não estavam acostumados com o uso corriqueiro de máscaras de proteção, entretanto, a partir da pandemia causada pelo corona vírus este novo hábito deverá ser introduzido no dia a dia. Há muitas iniciativas de confecção e distribuição das máscaras de tecido. É importante que a escolha do material seja adequada, o Ministério da Saúde recomenda que as máscaras devem ser confeccionadas com tecidos específicos, como algodão, tricoline e TNT. Além disso, precisam ser costuradas com duas camadas de tecido, bem ajustadas ao rosto. Boca e nariz precisam estar bem cobertos. O uso das máscaras de tecido tem a principal finalidade de promover uma barreira física aos fluídos expelidos pelo usuário da máscara, ou seja, evita que gotículas de saliva sejam espalhadas no ambiente.

Existem ainda máscaras produzidas com nanofibras, que retêm micropartículas. No ano de 2019 a demanda de máscaras feitas com nanofibras era pequeno, protótipos de máscaras sanitárias foram testados em diversas partes do mundo, mas sua produção foi descontinuada devido à baixa demanda. Mas, após o surgimento do coronavírus, a venda deste produto sofreu um incremento e a produção foi ampliada conforme informações da Associação Tcheca da Indústria de Nanotecnologia. Pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência da Coreia do Sul (KAIST) projetaram um filtro de nanofibra reciclável que pode se encaixar dentro dos padrões das máscaras cirúrgicas. Essas máscaras podem ser lavadas e reutilizadas, em contraste com as máscaras descartáveis ​​comuns que são utilizadas atualmente. Os filtros de nanofibra são geralmente usados ​​em sistemas de filtragem de ar, sendo produzidos através de um processo de eletrofiação que cria um material fibroso extremamente fino, que é então embutido em um filtro. Essas redes de nanofibras são tão esticadas – e têm buracos microscópicos nelas – que pedaços maiores de poeira e contaminantes não conseguem penetrá-las.

No Brasil há diversos estudos sobre tecnologias e produção de nanofibras em universidades e centros de pesquisa. Por outro lado, empresas tem destinado sua produção à confecção de máscaras, como é o caso de uma fábrica de meias de Araraquara (SP) que produziu pelo menos 3 mil máscaras para doar à Santa Casa da cidade. O hospital é uma das unidades de saúde que atende pacientes com sintomas do novo coronavírus. A gestão do conhecimento aliado à tecnologia e produção tem o potencial de alavancar uma alternativa nacional de suprimento de máscaras de proteção que atenda à demanda neste momento de crise sanitária. Hospitais e profissionais da saúde estão no limiar de não terem seus equipamentos de EPI para o enfrentamento da pandemia do COVID 19. Os EUA tomaram a dianteira em aquisição do maior número possível de máscaras e equipamentos médicos produzidos no mundo neste momento.

As máscaras caseiras, feitas por pessoas que buscam uma alternativa à ausência de produtos no mercado, vem suprir a demanda imediata, ou seja, evitar a circulação do corona vírus nos ambientes. É necessário que pessoas assintomáticas utilizem as máscaras, pois a ação efetiva das máscaras de tecido é impedir que pessoas contaminadas assintomáticas ou mesmo sintomáticas transmitam a COVID 19. Deste modo poderemos reduzir o volume de pessoas infectadas ao mesmo tempo, para que o sistema público de saúde possa atender adequadamente, sem ultrapassar os limites de sua capacidade.

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Informações adicionais:


A Pardam, empresa na República Tcheca que fabrica nanofibras, que retêm micropartículas, quase abandonou um protótipo de máscara sanitária que havia testado no ano passado por causa da fraca demanda. Mas, após o surgimento do coronavírus, ela vendeu seu estoque de duas mil máscaras em dois dias e está recorrendo à automação para aumentar a produção, afirmou Jiri Kus, presidente da Associação Tcheca da Indústria de Nanotecnologia, falando em nome da Pardam.
Em meio hospitalar, as máscaras são utilizadas quer por profissionais de saúde quer por pacientes com doenças contagiosas e dividem-se em dois tipos principais: as máscaras cirúrgicas, que são sempre descartáveis, e as máscaras de proteção propriamente ditas, consideradas um equipamento de proteção individual (EPI). Em função do seu tipo, vão oferecer proteção contra a transmissão de agentes infecciosos por gotículas ou por via área. Há normas que estabelecem a classe de proteção das máscaras que ajudam a prevenir a contaminação por vírus do tipo coronavírus (Covid-19, SARS, etc) e H1N1.

Quando optar por uma máscara cirúrgica?

Máscara cirúrgica da DACH Schutzbekleidung

máscara cirúrgica é um equipamento médico-hospitalar descartável que limita a transmissão de agentes infecciosos por gotículas. De notar que não protege de agentes infecciosos transmitidos por via áerea, ou seja, presentes em partículas de diimensões iguais ou inferiores a 5μm. Este tipo de máscara não impedirá, portanto, a eventual contaminação do utilizador por um vírus.

máscara de proteção, também designada “respirador”, é um equipamento de proteção individual (EPI). Impede o utilizador de inalar quer aerossóis (pó, fumo, névoa) quer vapores e gases (desinfetantes, gases anestésicos) perigosos para a saúde. Também o protege de agentes infecciosos transmissíveis por via aérea, inclusive da contaminação por vírus do tipo coronavírus (SARS, Covid-19, etc.), H1N1, etc.

Os aparelhos de proteção respiratória divididem-se em duas categorias: os aparelhos isolantes (que não são objeto deste guia de compra) e os aparelhos filtrantes.

Que máscaras protegem de doenças contagiosas, nomeadamente de vírus?

Os profissionais de saúde devem usar máscaras com um nível de proteção adequado quando em contacto com portadores de doenças contagiosas, inclusive de vírus perigosos. Vejamos nos casos específicos da tuberculose, dos vírus coronavírus, SARS e H1N1 e de ataques biológicos.

  • Tuberculose:
    • Paciente com tuberculose em fase contagiosa: deve usar máscara cirúrgica para evitar a contaminação do ambiente e das pessoas em seu redor por goticulas de saliva ou de secreções das vias respiratórias superiores projetadas durante a expiração.
    • Profissionais de saúde e visitas: devem usar máscara de proteção de classe FFP1 no mínimo, ou FFP2 em caso de tuberculose multirresistente ou em situações de alto risco (intubação, procedimentos com indução de tosse, etc.).
  • Coronavírus, SARS, H1N1:
    • Paciente infetado: deve usar máscara cirúrgica assim que haja suspeita de contágio.
    • Profissionais de saúde: devem usar máscara de proteção de classe FFP2 no mínimo, ou então FFP3 para obter uma filtração máxima de partículas e aerossóis quando em contacto com pacientes infetados ou suspeitos de infeção por um destes vírus.
  • Ataques biológicos do tipo antraz: deve-se usar máscara de proteção FFP3.

Quais as normas aplicáveis às máscaras?

Cada um destes dois tipos de máscaras deve cumprir os requisitos definidos pelas normas e pela regulamentação aplicáveis no país em causa.

  • Máscaras cirúrgicas: são testadas do interior para o exterior, ou seja, no sentido da expiração. Os testes levam em conta a eficiência da filtração bacteriana. Os requisitos exigidos para máscaras cirúrgicas são estipulados pelas seguintes normas:
    • Norma Europeia EN 14683. De acordo com esta norma, existem três tipos de eficiência:
      • Tipo I, que inclui as máscaras com um nível de eficiência de filtração bacteriana superior a 95%.
      • Tipo II, que inclui as máscaras com um nível de eficiência de filtração bacteriana superior a 98%.
      • Tipo R: a norma europeia inclui igualmente um teste de resistência a salpicos, segundo o qual as máscaras são classificadas como IR ou IIR, sendo o tipo IIR o mais resistente.
    • Normas norte-americanas: nos Estados Unidos, as máscaras cirúrgicas devem estar em conformidade com as normas da ASTM. Nestas estão previstos três níveis de proteção:
      • Nível 1: para baixo risco de exposição a fluidos.
      • Nível 2: para risco moderado de exposição a fluidos.
      • Nível 3: para risco elevado de exposição a fluidos.
  • Máscaras de proteção: estas máscaras são testadas do exterior para o interior, isto é, no sentido da inspiração, quanto à sua eficiência de filtração e à fuga total para o interior. Devem cumprir as seguintes normas:
    • Norma Europeia EN 149:2001. Esta norma divide em três classes os aparelhos descartáveis de proteção respiratória contra partículas, também chamados “respiradores de partículas”:
      • FFP1: o menos filtrante dos três; filtração de aerossóis de 80% no mínimo e fuga para o interior de 22% no máximo; utilizados principalmente para proteger de poeiras em diversos trabalhos.
      • FFP2: filtração mínima de 94% e fuga para o interior de 8% no máximo; utilizados principalmente na construção civil, na agricultura, na indústria farmacêutica e em meio hospitalar para proteger os profissionais de saúde dos vírus da gripe, do recente coronavírus Covid-19 e de doenças respiratórias como a SARS, a peste pneumónica e a tuberculose.
      • FFP3: filtração mínima de 99% e fuga para o interior de 2% no máximo; trata-se do mais filtrante destes respiradores, capaz de proteger o utilizador de partículas bastante pequenas, por exemplo de amianto.
    • Norma norte-americana: nos Estados Unidos, as máscaras de proteção respiratória devem atender às normas do NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health). Distinguem-se, assim, três classes de máscaras de acordo com o respetivo grau de resistência ao óleo, representado pelas letras N, R e P. O número após a letra indica a percentagem de filtração das partículas em suspensão. As máscaras dividem-se, então, em:
      • Classe N: sem resistência ao óleo. Dentro desta classe, encontramos as N95, N99 e N100.
      • Classe R: máscaras resistentes ao óleo durante um máximo de oito horas. Subdividem-se nas R95, R99 e R100.
      • Classe P: máscaras totalmente resistentes ao óleo. Também os aparelhos desta classe estão disponíveis com três níveis de proteção contra partículas: P95, P99 e P100.

Máscaras Cirúrgicas:

  • EN 14683: Tipo I, Tipo II, Tipo R
  • ASTM: Nível 1, 2, 3

Máscaras de proteção:

  • EN 149: FFP1, FFP2, FFP3
  • NIOSH: Classe N, Classe R, Classe 

Fonte http://guide.medicalexpo.com/