Tendo em vista o retorno das aulas presenciais nas escolas das redes municipal, estadual e particular de ensino na cidade de Campinas, a vereadora Mariana Conti, do PSOL, vem questionando a prefeitura de Campinas sobre a segurança deste retorno e as medidas adotadas pela administração municipal. Foi solicitado informações sobre os relatórios das visitas do Departamento de Vigilância Sanitária nas escolas municipais: como tem se dado a fiscalização nas escolas particulares em relação à adequação aos protocolos para o retorno das aulas presenciais; como será essa fiscalização nas escolas municipais, que retornam às atividades presenciais nesta semana. A vereadora solicita informações sobre a projeção do efeito do retorno às aulas presenciais sobre a ocupação dos leitos hospitalares da cidade, e como está o planejamento para a sobrecarga que o retorno pode causar na rede de saúde da cidade. Por fim, também foi questionado a orientação do retorno às atividades presenciais de servidoras grávidas e demais grupos de risco, já que há relatos de informações diferentes nas escolas da rede municipal.

Mariana ressalta a gravidade do retorno das aulas presenciais neste momento: “Ainda vivemos o pior momento da Pandemia em nossa cidade e nosso país. A melhora, alardeada pelo governo Dário, se refere à uma diminuição na fila de espera por leitos de UTI, mas o simples fato de ainda existir essa fila de espera é um sintoma da gravidade da situação. O retorno das aulas presenciais colocará em circulação milhares de crianças e seus familiares e profissionais da educação. Ou seja, tudo aquilo que não podemos fazer neste momento tão grave da Pandemia. Isso certamente vai repercutir no número de infectados, no número de pessoas que podem necessitar de atendimento médico e infelizmente também no número de óbitos. Uma professora que se contaminar terá leito para ser tratada? Uma criança que se contaminar, terá leito infantil? Lembrando que estamos entrando em um momento de grande circulação de outras doenças respiratórias que já costuma pressionar os serviços de saúde, principalmente entre as crianças. Certamente não é o momento correto para esse retorno.”.

Entre os questionamentos, Mariana também cobra a responsabilidade da prefeitura em garantir o cumprimento dos protocolos definidos. “A prefeitura elaborou uma série de protocolos que em tese aumentam a segurança deste retorno. Mas qual a estrutura das escolas para cumprir esse protocolo? Os sinais não são nada bons. A própria prefeitura distribuiu máscaras de tecido, com apenas duas camadas e costura na parte frontal para profissionais e alunos da rede municipal. Isso vai contra qualquer indicação atual dos organismos de saúde. Queremos saber como está se dando a fiscalização da prefeitura em relação ao cumprimento dos protocolos por parte das escolas na cidade de Campinas. Não adianta nada, depois de um surto de contaminação, a prefeitura lavar as mãos e dizer que a escola não seguiu os protocolos. Isso custa vida e a prefeitura precisa se comprometer com uma postura preventiva.”.

Estes questionamentos serão protocolados na prefeitura, e se espera um retorno breve, dado a gravidade da situação e das decisões tomadas pelo Governo Dário.

Veja aqui os ofícios que protocolamos na íntegra:

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