Mariana, entendeu que um mandato, além de fiscalizar, ele orienta e organiza a política. Sobretudo, de conversar com a população sobre a necessidade de lutar pelos direitos. “O direito ao uso do nome social, por travestis e transexuais, é uma de nossas conquistas”, assim como pela população LGBTI. “Travamos batalhas como o projeto do dia de luta contra o encarceramento da juventude negra, 20 de junho, no município de Campinas. A luta contra o racismo é diária”. O tempo não pode apagar casos como o de Rafael Braga, preso arbitrariamente em junho de 2013, e casos como o de Marielle Franco brutalmente assassinada. Pela escola pública, democrática, tolerante e onde a diversidade de orientações e pensamentos sejam livres. “Por isso lutamos contra a escola sem partido”. “Lutamos pelo transporte adaptado para crianças com deficiência, pela contratação de intérprete de LIBRAS, pela melhor iluminação de ruas e pontos de ônibus, melhorando a segurança. Mariana, incansavelmente, defende a CPI da Saúde Já, em virtude do descaso e sucateamento da saúde em Campinas, e dos desvios de mais 4,5 milhões de reais, do contrato entre prefeitura e a OS Vitale. A CPI da CAMPREV, para que se investigue de fato, os investimentos e a estrutura desses fundos previdenciários dos servidores. Um dos grandes orgulhos de Mariana, sobretudo, de sua luta diária contra o machismo e quaisquer formas de opressão, foi a implantação da Vara de Juizado Especializado em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, grande conquista da cidade e das mulheres. “Queremos viver sem violência, sem o sentimento de culpa, nem refém da impunidade e do medo. Vamos vencer quaisquer formas de violência, com organização, resistência, justiça, impedindo sempre mais o desfecho trágico de agressões e mortes. É preciso romper esse ciclo”.  É preciso avançar com coragem. A vereadora entende a importância de disputar os rumos de nossa cidade e de nosso estado.

Mariana, confessa que seu livro preferido é O que é Revolução, de Florestan. E se diz amante da poesia, de Leminski,  pela sua sensibilidade, tão ofuscada pela razão desumanizada. Acredita em uma democracia de verdade, com poder de decisão e participação efetiva. E de que as mulheres assumam seus próprios destinos, de luta e conquistas. Sua mãe é seu modelo de mulher, e diz gostar de uma música de dona Ivone Lara, “eu vim de lá pequeninha, alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho”.

É preciso avançar com coragem, por uma feminista na Alesp. É hora de reconstruir a esperança num futuro de justiça e liberdade. É hora de reinventar nossos sonhos e ocupar a política!

Veja um infográfico com as principais ações do primeiro ano de Mariana como vereadora.