O mandato da vereadora Mariana Conti (PSOL) utilizou a primeira parte da reunião ordinária  da Câmara na última quarta (21) para debater com militantes do movimento negro a luta contra a discriminação racial e o genocídio da população negra. A data marca internacionalmente a luta contra o racismo em memória ao massacre de Shaperville* e  a atividade também foi realizada em memória da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada no último dia 14 de março. Participaram da mesa a advogada e chefe de gabinete da vereadora Marianai, Cristiane Anizeti;  o líder comunitário do Jardim Monte Cristo/Gleba B e rapper FulUke; e o estudante e  membro dos coletivos Raízes da Liberdade e Enfrente Guilherme Montenegro.    

“Decidimos realizar a primeira parte da sessão para que ativistas negros e negras ocupem esse lugar com suas pautas. E dentre as muitas destacamos a grave questão do genocídio negro pois o país que tenta vender a imagem de que vivemos numa democracia racial mata sistematicamente sua população”,acusa a vereadora Mariana Conti.  Ela acrescenta que, segundo a Anistia Internacional, em todo o país sete  jovens são mortos a cada duas horas – tempo de uma sessão de cinema, totalizando 82 jovens mortos por dia, 30 mil por ano, todos com idades de 15 a 29 anos. Dentre os jovens assassinados 77% são negros. 

“Assim, neste 21 de março, em meio a esse cenário de  guerra contra a juventude negra, relembramos as mortes de Joanesburgo e as que ocorrem no Brasil todos os dias. E além de olhar para problemática do racismo e da denúncia do genocídio da população negra, essa primeira parte da sessão desta quarta-feira será dedicada à memória de Marielle Franco, sempre presente, semente de indignação e de luta”, relembra Mariana Conti. 

* Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo na África do Sul, Mais de 20 mil pessoas, entre elas muitas mulheres e crianças, faziam uma manifestação pacífica contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão contendo os locais onde era permitida sua circulação. Essa manifestação foi atacada pela polícia do regime de apartheid, que abriu fogo sobre a multidão desarmada, resultando em 69 mortos e 186 feridos.

Texto: Gabinete da vereadora Mariana Conti e Central de Comunicação Institucional da CMC
Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC