Foi uma vida de muita luta e resistência, Marielle cresceu na Favela da Maré, como mulher negra ousou quebrar todas as barreiras sociais, fez cursinho popular, universidade, ocupou o espaço que não foi criado para ela, além de ocupar esse espaço, ousou denunciar o massacre do povo a partir das UPPs nas favelas do Rio. Marielle também ousou amar, foi mãe jovem, criou sozinha uma filha, era bisexual e lutava muito para que sua família fosse reconhecida e respeitada.

Ela ousou ocupar o espaço da política, era vereadora pelo PSOL na cidade do Rio de Janeiro, estava denunciando o extermínio do povo negro nas favelas, estava denunciando a intervenção militar, Marielle era a voz dos que nunca são ouvidos.

Tentaram silencia-la, mas Marielle era semente e virou milhões.

Todas as mulheres, jovens, negras e indignadas foram assassinadas um pouco no dia 14 de março, este vazio que fica é preenchido por sede de mudança e justiça.

Seguimos sem repostas, mas hoje é um dia para lembrarmos sua vida, seu exemplo e sua força.