A Área de Proteção Ambiental (APA), de Campinas, possui uma extensão de 222 Km² (quilômetros quadrados), cuja maior parte é remanescente da Mata Atlântica que, historicamente, foi degradada pela ação humana.

As regiões urbanas que compõem esse ecossistema são os distritos de Sousas e Joaquim Egídio, e os bairros Carlos Gomes, Chácaras Gargantilha e Jardim Monte Belo.

A APA foi criada através da Lei 10850/01, com o objetivo de preservação e conservação do patrimônio natural, garantindo a qualidade de vida da população e a proteção dos ecossistemas regionais e de seus mananciais hídricos como as bacias dos Rios Atibaia e Jaguari.

Além da Lei de criação da APA, outro instrumento importante é o Plano de Manejo, um documento que, a partir de diversos estudos, estabelece as normas, os limites para o uso e o manejo dos recursos naturais de uma Unidade de Conservação. O objetivo dele é a preservação do Meio Ambiente, – fauna, flora, recursos hídricos, de modo a coibir qualquer tipo de construção que venha a prejudicá-lo.

Na região de Campinas, uma manobra em curso tenta autorizar a construção das barragens de Pedreira e Amparo, assim como a do Rio Atibaia. Essas obras não estão considerando nem as famílias que vivem naquela região nem tampouco as Áreas de Proteção Ambiental de Campinas.

A região da APA é rica em diversidade. São mais de 180 espécies de árvores, mais de 250 espécies de aves, espécies de mamíferos, répteis e anfíbios e cerca de 10 espécies ameaçadas de extinção. É patrimônio ambiental, histórico e cultural de Campinas.

Por isso, continuaremos na luta pela proteção do Meio Ambiente. Por uma cidade sustentável e justa.