O dia do imigrante é uma importante data para se discutir os casos de discriminação, violência e xenofobia a que são submetidos. As razões que desencadeiam os fluxos migratórios são inúmeras, como mudanças climáticas, catástrofes naturais,  conflitos e guerras, instabilidades econômico-sociais, crises humanitárias. As populações buscam encontrar esperanças, melhores condições de vida, oportunidade de trabalho e estudos. De acordo com ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), em 2017, 25,5 milhões de pessoas deixaram seus países em virtude de conflitos e perseguições, de um total de 68,5 milhões de deslocados. Geralmente, as pessoas que buscam refúgio, sofrem por perseguições vinculadas a crises étnicas, religiosas, de grupos sociais, convicções políticas e, sobretudo, em tempos de guerras ou conflitos internos.

Recentemente presenciamos muitos episódios de violência e discriminação em relação aos imigrantes. Os EUA, por exemplo, infringiram questões humanitárias em sua política contra a imigração. Com ideias de construção de um muro para coibir a entrada da população estrangeira, sobretudo, que vem pelo México, o governo Trump com medidas autoritárias e desumanas agiu contra as famílias que atravessavam as fronteiras, separando-as de seus filhos, além de submetê-las a sistemas de prisão. Em resistência a essas ações xenófobas, surgiram movimentos organizados. A caravana de Refugiados, que deu um recado a Trump, pelo fim da violência e discriminação.

No Brasil, após a crise econômica e social que afeta a Venezuela,  houve um forte deslocamento de venezuelanos, que buscam melhores condições de vida. No entanto, sofreram ao atravessar a fronteira de Roraima, pois alguns políticos oportunistas e com interesses naquela região, juntamente com uma parcela da população local, propuseram fechar a área limítrofe com a Venezuela. Além disso, muitas ocasiões de violência ocorreram para expulsar a população venezuelana.

A Convenção de Genebra (1951), é categórica sobre a acolhida de refugiados, que têm risco à vida e à liberdade. E da importância dos países em aplicar esse tratado.  

Queremos o fim das ações discriminatórios, lutamos pela acolhida e dignidade das populações cujos países de origem encontram-se em conflitos e crises humanitárias. E, em nosso país possam ter oportunidade de recomeçar e ajudar a construir um país mais digno, justo e com igualdade de oportunidades.