O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. A expectativa de vida dessa população é de 35 anos. De acordo com o Mapa dos Assassinatos de pessoas Trans, realizado pela ANTRA ( Associação Nacional de Travestis e Transexuais), em 2018 foram mortas 163 pessoas.

As vítimas de violência transfóbica – preconceito baseado na identidade de gênero, sofrem cotidianamente com o medo e a insegurança, têm seus direitos violados, atacadas pelos discursos de ódio e intolerância.

O Dia da Visibilidade Trans, é uma forma de resistência frente a tanta violência,  de romper as amarras do anonimato e lutar por direitos, saúde, segurança e justiça, sobretudo, dignidade e liberdade.

As reivindicações propõem leis que regulamentam a identidade de gênero, como a utilização do nome social, do atendimento com dignidade nos espaços públicos, de acesso ao mercado de trabalho, sem sofrer preconceitos, de viver sem os fantasmas da violência.  

Em Campinas, neste ano, ocorreu mais um ato de ódio à população Trans: uma travesti foi assassinada com requintes de crueldade, tendo o coração arrancado.

Não à violência de gênero. Não à Transfobia.

Pela Vida das Pessoas Trans.