Há três anos, no dia (5) de novembro, ocorreu o rompimento da Barragem do Fundão, em Bento Rodrigues, Minas Gerais. Esse desastre é considerado o de maior impacto ambiental na história do Brasil. Ele provocou a morte de 19 pessoas, além de milhares de desabrigados e atingir mais de 20 municípios. O local era controlado pela mineradora Samarco Mineração, cuja represa acumulava rejeitos da extração de minério de ferro.

Localizada nas águas do Rio Doce, próximo ao Município de Mariana(MG), estima-se que mais de 50 milhões de metros cúbicos desses rejeitos foram derramados no meio ambiente. O rastro da lama tóxica chegou até o Estado do Espírito Santo, destruindo a flora e fauna que encontrava pelo caminho, prejudicando a utilização do rio e matando toneladas de peixes.

A Mineradora Samarco sofreu inúmeras multas e várias ações de indenização, juntamente com essas questões, a realização de mitigadoras dos impactos provocados. A justiça de MG entrou em acordo com a Samarco, Vale e BHP Billiton, essa indenização visa auxiliar as famílias que perderam pessoas nesse desastre, assim como para quem perdeu suas casas e outros estabelecimentos.

O descaso, a irresponsabilidade e a preocupação apenas com o lucro, são elementos essenciais para o entendimento dessa tragédia, aliados ao sentimento de impunidade e de poder.

Não às barragens. Sim à preservação do Meio Ambiente e à proteção das populações que ali vivem.