Por candidatura própria do PSOL ao governo de São Paulo, Mariana Conti coloca seu nome à disposição

Mariana Conti coloca seu nome à disposição do PSOL para disputar a eleição ao governo do estado de São Paulo.

21 Mar 2022, 10:25 Tempo de leitura: 2 minutos, 57 segundos
Por candidatura própria do PSOL ao governo de São Paulo, Mariana Conti coloca seu nome à disposição

A militância do PSOL decidiu, em seu último congresso estadual, de forma unânime, por apresentar uma candidatura própria do PSOL ao governo do Estado de São Paulo, indicando o nome do companheiro Guilherme Boulos, que pontua em terceiro lugar nas pesquisas de opinião

Hoje, após as especulações que cresceram na última semana, Boulos anunciou que vai retirar seu nome e concorrer à deputado.

Diante da escolha legítima de Boulos, o PSOL deve levar à frente a sua decisão congressual e o seu programa, por isso me coloco à disposição do partido e da sua militância, para cumprir a tarefa de ser pré-candidata a governadora pelo PSOL.

Desde 1995, o PSDB tem governado o Estado de São Paulo, com breves interregnos nos quais assumiram aliados históricos do tucanato paulista, como o PSB. O estado que concentra a riqueza do país também exibe fome, miséria, moradias precárias, crimes ambientais, serviços públicos de péssima qualidade, destruição da educação pública, violência institucional contra os pobres e os movimentos sociais.

São Paulo é parte de uma negociação envolvendo a concertação nacional, com Alckmin, possivelmente França sendo parte dessa articulação, numa chapa com Haddad. Sem dúvidas, não hesitaremos em votar contra o Bolsonarismo no segundo turno, mas não podemos deixar de fazer parte da luta contra o tucanistão.

.Exatamente nesse momento no qual a necessidade de mudança que enfrente os problemas pela raiz se coloca com sentido de urgência, que o PSOL precisa apresentar o seu programa: de combate e reversão das privatizações do patrimônio paulista; da reversão do domínio do agronegócio ecocida e da necessidade de avançar na reforma agrária como forma de gerar trabalho, renda e comida; da prioridade absoluta do investimento na escola pública, no SUS e nos direitos sociais, valorizando os seus trabalhadores e, combatendo os grandes negócios corruptos gestados em torno das privatizações que sequestram o patrimônio público em prol dos conglomerados privados; o combate à truculência das forças de repressão racista contra os pobres e movimentos sociais; a absoluta prioridade do Estado no combate à violência doméstica contra mulheres e crianças; o enfrentamento aos preconceitos de todas as naturezas, seja em termos da diversidade sexual e identidade de gênero que torna o público LGBTQIA+ vulnerável às mais diversas violências, contra o capacitismo que exclui e penaliza pessoas com deficiência, entre outros.

Pelo cenário que se desenha é possível que apenas o PSOL possa ter uma mulher feminista encabeçando a disputa pelo governo paulista. As mulheres têm sido a linha de frente do combate ao governo genocida, machista e corrupto de Bolsonaro e a todos os bolsonarismos.

Também por serem as mais impactadas pelo genocídio neoliberal no Brasil, na América Latina e no mundo, as lutas das mulheres, em sua ampla diversidade, em suas demandas e redes de solidariedade, tem mostrado que os caminhos para derrotar a violência fascista da extrema direita e a hipocrisia da direita liberal estão profundamente ligados e tem as mulheres como protagonistas. Acredito profundamente na força do feminismo para derrotar o tucanistão no Estado de São Paulo e abrir caminho para o novo. Por todos esses motivos é com muito entusiasmo que apresento o meu nome como pré-candidata do PSOL ao governo paulista.